Caio Castro é acusado de vandalismo em evento na Espanha

Caio Castro foi acusado de causar prejuízos altos durante passagem por um evento de paraquedismo na Espanha, há alguns meses. O grupo Babylon Freefly utilizou o Facebook, na última segunda-feira (15), para tornar pública a denúncia e revelar que o ator decidiu não pagar nada para recuperar o trabalho que o coletivo tem feito.

“Na última noite de festa do Burning Spring Festival, o grupo de influenciadores brasileiros, Caio Castro, JP Possos e Matheus Coutinho, vandalizaram e destruíram grande parte dos carros arte e estruturas que estivemos construindo por um ano. O valor da destruição foi calculado em 10 mil euros [o equivalente a R$ 43 mil]”, diz o comunicado.

Os organizadores disseram ter negociado com o empresário do grupo, Sandro Andrade, pelos últimos 4 meses. “Finalmente ele decidiu que não vão pagar um centavo. Tenha em mente que esses caras têm muito dinheiro.”, informa o Terra

“Primeiro eles invadiram propriedade particular e roubaram os carros arte. Quando percebemos que eles estavam dirigindo completamente bêbados e drogados, e de uma maneira muito perigosa, tivemos que para-los e retira-los de dentro dos veículos. Eles poderiam ter machucado pessoas com a atitude deles”, garantiram os denunciantes.

E continuaram: “Eles decidiram pintar com spray tudo do Skydive Empuriabrava e nossos carros. Eles foram flagrados e tentaram fugir. Nós conseguimos limpar 10% de toda a destruição que eles causaram. Isso tudo acabou com a vibração e a beleza do evento que promovíamos e a comunidade brasileira estava enojada com a imagem que o Nomads [grupo do trio acusado] deixou”.

A mensagem ainda indica que o “#NomadsBR está sob investigação policial por vandalismo, violência, direção sob influência de álcool e invasão à propriedade privada”. “Na próxima vez que eles colocarem os pés em qualquer aeroporto da Espanha, serão presos imediatamente e talvez assim nós seremos pagos pelo que eles destruíram”, avisaram.

Discussão

O paraquedista Rogério Fleury compartilhou a postagem em seu perfil no Facebook e chamou o trio de “moleques irresponsáveis e sem caráter”. “Atletas? Esses caras são atletas de quê? Me colocaram em uma situação da qual eu nem nenhum dos 16 brasileiros aqui presentes precisávamos passar. Erraram e não tiveram a hombridade de pedir desculpas”, acusou.

E acrescentou: “Assumi tudo no peito, Sr. Caio e Sr. JP Possos, fui humilhado e escutei coisas que não precisava escutar, até eu conseguir arrumar toda a mer** e lambança que vocês fizeram aqui. E que até hoje não tiveram culhões de me ligar ou se retratarem comigo nem com nenhum de todas as entidades envolvidas para um simples e humilde pedido de desculpas”.

Aldo Comas, um dos representantes do Babylon, aproveitou para contar em vídeo que não tem interesse em mentir sobre o caso ou tentar lucrar com a polêmica, já que os brasileiros acusados de vandalismo não são conhecidos na Espanha ou outros lugares da Europa. Ele ainda disse que o prejuízo é bem maior do que o informado, já que foi o trabalho de artistas que acabou destruído.

“O Caio falou que queremos dinheiro. Nós não queremos pegar o seu dinheiro, queremos que paguem pelos carros, é simples”, garantiu, acrescentando que tentou negociar valores mais baixos, apenas para a limpeza e não a pintura dos espaços pichados, mas igualmente sem sucesso. “Então, respondendo ao Caio: sim, queremos dinheiro, mas apenas para limpar e repintar o que você fud**”.

Caio Castro deve comentar o caso por meio de sua assessoria de imprensa em breve.

16/10/2018